sábado, 30 de agosto de 2014

Alumni Day - Dia do Voluntário

Hoje, dia 30 de agosto, é o Alumni Day (Dia do Voluntário). E, como eu havia dito, eu fui para o evento e te passarei todas as informações aqui e agora. A-ha!

Á princípio, achei que muita gente compareceria ao evento. Meus colegas de Access, pessoas do programa JE... Enfim, apenas quem compareceu de não jovem embaixador fomos Hugo e eu. E, como aqui é BR (hihihihihi...), nada sai do jeito que deve sair: começamos atrasados, não pudemos ter oficina de música (com a famosa Banda Quabales) nem som. E a inauguração da biblioteca foi adiada também por conta dos problemas do bairro, o que me deixou meio chateada, porém eu consegui doar meus livros e tudo o que importa é passar imaginação. Feito isso, tudo certo. E, mesmo assim, não deixou de ser bem legal.

Tivemos uma mostra corporal do Quabales e uma oficina de grafite. Conhecemos o vice-consul Diego e mais pessoas da embaixada. Eu tive o enorme prazer de rever Athiná, superintendente geral da ACBEU e Maggie, organizadoras do evento. E, claro, meus JEs-BA lindos da vida, e Carlos - o immersioner que, na época do EIP, foi para os U.S. Porque ele é phyno e divo, haha!

No final, fizemos uma palestra. O que foi bem difícil, não sei se foi por que eles são muito novos ou se por que é colégio de bairro ou, enfim, sei lá o quê. Mas, como dissemos á eles, foi difícil - não impossível. Foi divertido, por sinal. Tem sempre o "engraçadinho", que acaba fazendo tudo ficar engraçado mesmo, haha. Mas, num geral foi tudo, ótimo. Inclusive o lanche: mugunzá e cuscuz de tapioca com leite condensado. Hum... Hihihi!

Essa é a nossa foto:
Foto oficial
USBEA - Alumni Day
No fim das contas (e de toda a bagunça), percebi que somos nós quem mudamos nossas vidas. Que nós somos jovens, mas que fazemos muitas coisas. Eu nunca na minha vida iria imaginar que viajaria de avião. Sozinha. Com tudo pago. E eu vim do mesmo lugar onde eles estavam (não literalmente). Eu sou. Assim como os outros presentes. E dizer tudo aquilo á eles, mesmo que entrasse por um ouvido e saísse pelo outro, era gratificante. E ainda é.

Me pego relembrando minhas atitudes quando eu era mais nova. Lembro que morria de vergonha de falar em público e uma vez eu quis falar. Até hoje lembro com todas as letras o que eu disse: "engula a raiva, não grite..." pra os garotos que ficavam berrando o tempo todo. Aí um deles riu de mim e eu comecei a chorar. Hoje, vejo que meu comportamento "diferenciado" (de levantar para dizer isso e de ser ridicularizada em meio á tanta gente por um garoto "igual" á mim) não é em vão. Vejo quem eu era e quem eu sou. Só não vejo até onde posso ir. Não, porque a estrada me parece ser infinita. Mas ela termina onde a minha vida também termina. Felizmente, o caminho até lá é longo. E eu consigo ver muitas coisas boas pela frente.

Não só para mim. Isso é possível para todos. Então, mesmo vendo todos eles alheios, dispersos, agitados, é importante dizer tudo o que a gente sabe e tudo o que a gente não sabe pra eles. Mostrar a porta á eles. Aí eles decidem se abrem e entram ou se vão ficar na comodidade. Se eles vão pegar a sacola e, como disse Hugo, enchê-la de sonhos e sair porta afora para tentar realizá-los, pois nem tudo a gente tem. Mas só o fato de tentar já é uma boa. Tentar com vontade, com garra para se destacar e para que, mesmo que não consiga, dizer "eu não perdi em vão". Aí pegar outro sonho do saco e correr atrás dele. Sempre partindo de um para o outro. Isso é muito importante. Muito.

Talvez, se eu mesma não tivesse tido essa vontade de mudar, eu estivesse grávida ou tivesse tido um filho (como muitas) ou talvez estaria apática, ou mesmo teria perdido de ano ou outras oportinidades. Com certeza não teria viajado de avião. Talvez estivesse acarretando problemas para mim e para a minha família, que seja. Mas hoje eu sou alguém. Graças á mim. E quem não tem esse "mim"? Essa atitude, essa vontade, essa confiança em si próprio? Precisa de alguém que os incentive, por que ninguém incentiva um pobre. Nenhum rico quer mais um rico. Nem todos querem te ver bem, ou melhor - quem sabe?

Só sei que fui, fomos. Fizemos coisas, conversamos, comemos, nos divertimos... Fizemos esse motivacional. Tentamos mudar vidas. E esperamos que tenhamos conseguido.

E se você também quiser mudar uma vida, também pode. Basta ser um voluntário!

Feliz dia do Voluntário.

Raquel.

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