sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Yes, I am one of them: JE 2015!

Foram há quase 4 anos que me despertou o interesse de falar outros idiomas. O primeiro foi espanhol; o segundo, inglês. E comecei a fazer isso sozinha, ouvindo músicas e lendo traduções, tentando criar frases, etc. Até que descobri o Livemocha, um site para aprender inglês e peguei o gosto pela coisa.

Em 2012, entrei no meu atual colégio, o Odorico Tavares. E foi ele quem me abriu as portas para tudo o que eu estou vivendo agora. Descobri o Access Program (um outro programa da embaixada que oferece bolsas de inglês intermediário intensivo para estudantes do ensino médio no 1º e 2º anos que não têm condições para pagar um curso de inglês, com idade entre 15 e 18), que serve também como preparatório para o Youth Ambassadors Program (Jovens Embaixadores - JE/YA) já que aprendemos á falar inglês á ponto de nos comunicarmos bem se formos passar um tempo nos EUA e dos requisitos é fazer trabalho voluntário. Como o curso dura 2 anos, certamente saímos prontos para os JE (em teoria). O resto, vem da gente.

Em 2013 eu me inscrevi para a edição de 2014. E eu me lembro de tudo. Lembro do processo de seleção, do preenchimento dos papéis, da correria com os papéis, enfim! Uma série de coisas que, com muita ajuda, não foram em vão. Fiz o teste escrito e fiz o teste oral (morrendo de medo de não passar, mas passei). Passei pela visita na casa e, ufa!, me tornei finalista. E só finalista mesmo. Afinal, eu já sabia quem seria o Jovem Embaixador (pelo menos de Salvador): Débora. Lembro-me dela no teste escrito falando do English Immersion USA (EIP) e eu pensei: "essa menina já ganhou" - e ganhou mesmo.

Desanimei? Sim. Pensei: "isso não é pra mim". Inclusive, eu disse isso á ela. Disse aos outros também. "Isso não é pra mim." Estava enganada, ou talvez estivesse cega, apenas.

Enfim, no ano seguinte, descobri oficialmente que fui selecionada para o mesmo programa que ela (Débora) foi, o EIP. Então fui para Belém e detalhei tudo aqui. Porém, antes de ter ido, eu tomei coragem, me muni das forças que me deram e apliquei para o programa. De volta à Salvador e à realidade que me cercava naquele momento, ajeitei todos os documentos - alguns na correria - e finalizei o segundo formulário. Mais 1/4 de caminho andado!

Teste escrito (com medo). Teste oral (tremendo). Visita na casa (revogado). Resultado destas etapas: felicidade por mim. Felicidade pelos outros que passaram e uma tristeza. Tristeza prolongada, porque ao longo do caminho, sempre tem gente que se perde. Então, eu perdi de vista Pedro, Iuri, Hana e Juli. Perdi meus EIPs no caminho, perdi meu friend no caminho, queria que eles fossem ao menos para o EIP 2015, que eu sei que vai ser incrível! Mas outras oportunidades aparecerão. Ainda estou bolada, mas o importante é lembrar que a vida segue um ciclo e que, assim como comigo foi totalmente significativo o motivo de muitas perdas de minha parte, para eles será grandioso essas perdas. Afinal, é perdendo que se aprende a ganhar. E ganhar em grande estilo.

Passados os 4/4 das etapas generalizadas e dada a data do anúncio, surge a ansiedade como uma chama bem pequenina dentro de mim. E, faltando 4 dias para o resultado, eles mudam a data. Do dia 24 para o dia 27. Bateu aflição. "Porquê a mudança repentina?!" Por que a Embaixadora dos EUA, Liliana, vai ligar para UM dos JE. Sim, UM.

Conversando com minha amiga Laura (JE-15 de PE, ela quem me acompanhou durante todo o processo pós-EIP), chegamos à conclusão de que Liliana não ligaria para nós por que somos do nordeste, por que as coisas só acontecem para o Sul, o Sudeste e o Centro. Esteriótipo nosso.

O tempo passou e a segunda chegou. Falando muito no grupo do EIP-Belém e no chat do face (além de afastadas), a ansiedade batem com muita força. Ironicamente, não houve aula para mim, então pude respirar bastante e ficar bem tranquila. Ainda me lembro de no dia do resultado pensar "ela não vai me ligar. Eu moro em  Salvador...!" (com muita ênfase nesse Salvador!). E lembro que eu comentei com ela também.

Na Web (geral), vários chats: Facebook, WhatsApp, chat do Youtube (já que o resultado era ao vivo). E antes do resultado, tinha um contador na telinha do Youtube onde apareceria o vídeo. E, no chat, toda hora saía um print de quantos minutos faltavam. Ansiedade? DEMAIS! Quando eu olhei e faltavam 51 segundos meu coração bateu de um jeito que parecia que ele não ia bater nunca mais. "Não posso morrer ainda! Só depois de Janeiro!", pensei. E então começou.

Coincidentemente, ela ligou justamente para Laura e para mim, as que menos acreditavam nessa possibilidade. Esse momento foi inexplicável. Do vídeo, é incrível. Na hora, não há uma palavra, nem organização de todas que defina a sensação. Clique aqui.

Hoje, tem 4 dias que eu sou Jovem Embaixadora da Bahia. E isso é gratificante, porém é estranho. No mesmo dia, várias pessoas vieram me parabenizar. No dia seguinte, a mesma coisa. Sucessivamente, até hoje fazem isso. Já dei entrevistas, já recebi aplausos, já conheci tanta gente. Isso é algo muitíssimo novo. E eu me sinto honrada.

Também no dia seguinte já recebi e-mail e aí começou uma correria, uma correria! Ainda vivo essa correria e viverei até dezembro. Até janeiro, melhor. Dia 20/12 também será um dia de sentimentos bastante confusos...

Enfim, só queria dizer que ser YA/JE não é fácil. Mas é gratificante. E eu posso assegurar á todos de que Lorena e eu vamos representar a Bahia muito bem, com o melhor que podemos, com todas as nossas forças e trazer o melhor dos States pra cá, para tentar mudar as nossas realidades. Para tornar o mundo melhor!


domingo, 26 de outubro de 2014

Vou buscar

Ao passo que ando, 
Sim, ao passo que sou
Vou seguindo, vou vagando
Procurando meu amor

Na minha vida inteira tive poucas cenas de amor
Vou buscar o meu amor
Que ele há de estar á me esperar

Já cansei de te esperar!
Espero dizê-lo
Mentirinha! Mesmo, mesmo
Eu vou buscar o meu amor

Não farei cantigas
Não farei rodeios
Nada dessas coisas de valor
O que quero é simplesmente
Ter comido o meu amor


sábado, 25 de outubro de 2014

Novas dicas decorrentes das novas compras e experimentações. Quer provar?

Estes últimos dias (de terça-feira pra cá) eu tenho feito uma de minhas loucurinhas no cabelo que, pelo visto, ficou bem legal: recebi vários elogios por parte das mais diversas pessoas. Também, meu cabelo acabou ficando bem soltinho (demonstrando seu estranho crescimento - mais rápido que o normal para um cabelo crespo, o mais demorado no quesito "crescimento"), definido e (a melhor parte) hidratado! Além do mais, minha doideirinha ajudou (ainda mais) no crescimento dos meus fios-molinha :3

Mas, afinal de contas, o que diabos tu fizestes pro cabelo ficar assim, de dar inveja? Bom, eu tive um pequeno trabalho com ele, mas  - como eu trato meu cabelo como se fosse o amor de minha vida (e meu TWA* é mesmo <3) - eu não me importei muito com essa questão. Até porque estou na transição. Primeiro eu quero que ele cresça e apareça. O resto a gente dá jeitinho, já que "o resto" faz parte, né? Mas vamos ao método!

Á princípio, eu gostaria de fazer uma confissão: detesto desembaraçar o cabelo. Esse método que eu desenvolvi foi pensando em fazê-lo crescer, desembaraçá-lo e ver no que dava o desembaraço. Então eu sentei na frente do espelho com:

  • Um pente-garfo;
  • Elásticos de cabelo;
  • Grampos de cabelo (mais conhecidos aqui em BA como "míci"- olha a cultura aí, minha gente! Haha...);
  • Aquilo que o pessoal chama de "pregador pra cabelo";
  • Um prendedor grande (ou uma "piranha");
  • Um óleo de abacate;
  • O creme que eu estava utilizando até o início do mês (veja nesse post); e 
  • Uma hidratação da Garnier (que não e propriamente dita uma hidratação, é um "creme de tratamento nutri-reconstrutor - óleo reparação" que substitui toda e qualquer umectação. Ou seja, é um manjar dos deuses para cabelos!).


Outra pergunta? Sim, claro: Tu sentou com tudo isso mesmo? Sim! E o que fizestes afinal de contas?! Aí é que está: precisei disso tudo para poder desembaraçar meu cabelo. Apenas.

E como eu fiz isso? Eu parti meu cabelo em 4 partes (sim, eu já consigo parti-lo em 4!) e, para isso, eu precisei de alguns grampos e pregadores para poder afastar o cabelo. Meus fios, por serem muito enrolados e finos, se enroscam MUUUUUUUUUITO uns nos outros, daí a necessidade de realmente separá-los. Talvez você não precise de tanta coisa para separar seu cabelo, mas o meu é rebeeeeeelde e me dá trabalho. Mas como eu o amo... Aí já sabe como é um ser apaixonado, hã? Sim!

Parti o cabelo em 4 partes e misturei o creme (a mesma pequenina quantidade que usava matinalmente) com a máscara (em quantidade muitíssimo pequena, claro! Só pra ficar um pouco mais consistente a minha misturinha) e o óleo (algumas gotinhas). Daí apliquei uma pequena quantidade disso - mas bem pequena mesmo - em cada uma das partes e desembaraçava com a mão. Em seguida, usei o pente para desembaraçar melhor ainda e prendia com os elásticos. Parte por parte.

Ao finalizar isso, botei a minha touca, como de costume, e dormi. Na manhã seguinte, aproveitei da minha condição de TWA (cabelo crespo pequenino) para molhar o meu cabelo na hora do banho (ô, maravilha! O lado bom de ter cabelo curtinho é poder molhá-lo todos os dias! Porém eu sempre molho com spray. Esse dia foi uma exceção...) mesmo com os elásticos nele. Daí enrolei a toalha nele e fui me arrumando. Ao terminar a roupa e os sapatos, tirei a toalha e fui aplicar o leave-in de todos os dias (atualmente, o Hidra Cachos da Garnier Fructis - o qual estou amando!). Todavia, tinha de tirar os elásticos. Então tirei um elástico, desembaracei novamente com os dedos e passei o creme = cabelo soltinho! Fiz isso parte por parte = cabelo soltinho e enrolado e brilhante e hidratado e cheiroso!

Terminei de me arrumar e saí. E, pela manhã, vários elogios: "Seu cabelo cresceu!", "Ele está lindo!", "VOCÊ está linda!", "Está parecida com Janelle Monae!", entre outros. Meu professor me perguntou até se eu estava namorando porque estava "diferente". Mas a minha única diferença foi essa, e a tiara que nesse dia eu resolvi aposentar; "CHEGA de tiara! Por um dia em que eu possa sair sem tiara e as pessoas me olhem  sabendo que eu sou uma menina!" E esse dia chegou \o/

É um processo que, descrito, parece ser longo, mas é uma bobagem. Uma bobagem que deixa os fios hidratados, que recicla aqueles cremes que você gosta mas que não são 100% seu gosto pro dia, que umecta e que define seu cabelo. Daí a necessidade de divulgá-lo (mesmo sabendo que ninguém irá ler...).

Enfim, meninas (e eventuais meninos, quem sabe), estou aberta á perguntas, sugestões e comentários. Espero que tentem e gostem. Não precisa fazer com os mesmos produtos que eu ou dividir da mesma maneira, faça do seu jeito e apenas veja o resultado e os sorrisos à sua face! E se alguém não gostar tu vai lá e Rock Your 'Fro na cara delas/es ;)


*TWA = Teeny Winny Afro

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Playlist de Primavera


A primavera em Salvador está confusa, sim! Ora chuva ora sol... Ambas com muito vento (cerca de 20 a 41 km/h), mas - ainda sim - primavera. A estação mais linda do mundo: a estação das flores!


Não sei se já disse isso por aqui (porque eu anotei isso na minha cara), mas eu sou apaixonada por flores. Consequentemente, pela primavera também. E, mesmo com toda essa vibe chuvosa na cidade, eu não deixo me sentir na primavera, com direito à todas as flores coloridas que possam haver em todos os cantos da minha bela Soterópolis!

Então, tive de fazer uma playlist, mesmo que curtinha. Só porque a estação é linda e merece ser aplaudida de pé:

  • The Cranberries - Dreams
  • Ira! e Pitty - Eu Quero Sempre Mais
  • Skank e Preta Gil - Ainda Gosto Dela
  • Skank - Te Ver
  • Vanessa da Mata - Segue O Som
  • SNRT - Breathe Your Name
  • Vanessa da Mata - Ai Ai Ai
  • SNTR - Kiss Me
  • Tulipa Ruiz - Brocal Dourado
  • Tulipa Ruiz - Efêmera
  • The Cranberries - Tomorrow

Espero que gostem! E, mesmo que sem tempo para dizer isso antes, seja muito bem-vinda, primavera! Que você nos traga lindos momentos, pois lindos cenários (contigo) nós já temos.

Por Raquel C. em Belém-PA
Semana do EIP

sábado, 27 de setembro de 2014

Ballet no TCA: "Romeu e Julieta"

Pela primeiríssima vez, eu entrei no famoso Teatro Castro Alves. Já tinha ido na Concha Acústica, mas no teatro em si, não. Essa ida ao TCA numa tarde de sexta-feira, depois de passar a minha semana toda indo-para-o-colégio/ensaiando/voltando-para-casa/estudando fez com que meu dia se tornasse radiante.

Á princípio, eu amo ir ao teatro. Mesmo não indo muito frequentemente, sou uma amante da arte - mesmo que de longe. Creio que sem arte não somos nada, já que a arte é estímulo à criatividade. E pessoas com criatividade são necessárias, pois criam identidades e uma série de ramificações a partir daí. Todos são criativos, claro. Mas uns são mais que os outros, não significando que são mais importantes. O que quero chamar atenção aqui é que a criatividade é fundamental para todo e cada ser. Daí o porquê da minha paixão pela arte.

Aqui na Bahia, estuda-se Artes como disciplina da 5ª série (6º ano - fundamental) ao 1º do ensino médio. No segundo, já não tem mais importância: jogam a arte de lado, sendo que nem a trabalharam da maneira que deveriam, poderiam. O campo da arte é tão extenso: tem artes plásticas, visuais, audiovisuais, estética, música, teatro, cinema, dança, arquitetura, enfim, inúmeras profissões ligadas á arte, e as pessoas dizem que artista é vagabundo sem nem saber o significado de "ser artista" uma vez que não nos é passado corretamente. Mesmo aqui, que é cheio de artista, as pessoas não sabem o significado disso, e acham que o morador de rua que entra num ônibus cantando Cássia Eller tão lindo e dizendo que tem um sonho (que é ser cantor) é maluco. E dizem isso aos quatro ventos: "é maluco! Nunca vai conseguir. Fica cantando, tirando onda de artista..." Mas não sabe que o que o cara está fazendo é arte. E é arte para emocionar qualquer pessoa.

No TCA: um ato. Vários dançarinos e cenários e figurinos, em uma hora exata de apresentação me fizeram get crazy: eu, quem nunca fui gostei de romances, me apaixonei pela apresentação. Não havia falas, apenas gestos. Gestos da mais simples pureza, a qual podia ser transmitida dos dançarinos para a platéia e, consequentemente, todos eram transportados para a história como se ela estivesse acontecendo em tempo real e como se fôssemos sonho-espectadores. E essa é a melhor sensação do mundo. A presença. A arte, acima de tudo, nos transporta. E o artista que realmente transporta a platéia, leva a arte aonde vai no coração e no sangue correndo em suas veias.

E as melhores partes disso tudo, do dia, foram: (primeiro) o espetáculo foi apenas para bailarinos e dançarinos e estudantes de escola pública das redondezas (incluindo o meu colégio - CEOT), e (segundo) o espetáculo só para nós teve a estréia oficial do casal Romeu e Julieta substituto do primeiro casal (que se apresentaria, mas a bailarina se machucou e houve a mudança de casais). Ou seja, além de ser estréia oficial, foi estréia da estréia oficial para estudantes de escola pública. Gente, isso NÃO é um sonho! É realidade. Arte de qualidade para estudantes de baixa renda. Isso é cultura.



Quer um passaporte? Curta a arte. Ela te levará aonde você quiser ir.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Festival da Primavera \o/

E neste último fim de semana rolou aqui em Salvador o 2º Festival da Prima-Vera! Tivemos exposições, mostras de peças de teatro com artistas locais, cinema, festival gastronômico e, claro, música! Sim, para abençoar nossa linda primavera: Lenine e Os Paralamas do Sucesso iluminaram nossas noites á beira do mar do Rio Vermelho.


Minha opinião? Acho ótimo que existam festivais diferentes de festas de camisa (que é o mais cmum aqui) pelo simples fato da não ocorrência de brigas ou tumultos, por ser seguro (ou seja, tem policial pra todo lado) e por nos oferecer um estilo musical agradável á praticamente todas as pessoas. Fora que as trilhas sonoras, em geral, são muito divertidas. Os festivais acabam se infiltrando no cotidiano e fazendo parte das nossas vidas, mesmo que anualmente. Portanto, festivais como o da Primavera são muito bem vindos!

Mas, é válido ressaltar que há uma falta de organização típica brasileira na execução desses festivais: as bandas começavam a tocar atrasadas e saíam atrasadas e o show, no sábado, acabou tarde por conta disso. No domingo (que foi o dia em que houve uma organização melhor), o festival acabou antes do previsto.

Sobre Sábado

Sábado estariam tocando Gerônimo, A La Vonté e Lenine para fechar a noite. Então, eu me desloquei cedo, esperei durante 3 horas em pé e uma hora sentada para ver Lenine. Eu simplesmente não gostei de ALV, e durante o intervalo entre Gerônimo e a mesma, demorou muito. Lenine, que era ás 21h, acabou toando ás 22h. Depois das duas primeiras músicas, fui para a frente do palco vê-lo, quando ele começou a cantar as músicas mórbidas dele. Faltando uns 20 a 30 minutos para acabar, ele toca músicas melhores. E, quando eu volto para o palco (tcharaaaaaam!) ele diz "Boa noite, Salvador! Bom domingo!". Ou seja: TCHAU. Emputeci? Emputeci. Claro. Ó-B-VIO!

Com a cara no chão, fui para casa revoltada. E não só eu... Mas todos os que foram o ver e que esperavam alguma coisa interessante daquele show!

Finalmente Domingo!

Cheguei na horinha. Minha irmã queria ver Márcio Melo mas já tinha acabado. Também soube que só tinham ido o próprio Márcio e seu baterista. Que show de merda. Mas isso não interferiu em nada. Uns 40 minutos depois, entram eles: Os Paralamas do Sucesso.



Tocaram menos que todas as bandas e nos iludiram no final do show. Como? Deixando o sintetizador ligado para nos dar impressão de tocariam mais músicas e aí os organizadores do festival saltaram os foguetes de encerramento. Quando acabou, Herbert Vianna e os Paralamas já estavam longe. Mas foi bom. Eu ainda consegui ver Herbert Vianna indo até o seu carro.

De quebra, em consequência da tão longa espera da minha irmã, ainda vi uns malucos (gíria) tocando e cantando por lá:


Uma foto dos moços
É, no fim foi bem legal. Tanto que segunda eu estava morta e enterrada de cansaço, pareci estar doente, hehehe. Enfim, Festival da Privamera, espero que no próximo ano tenha Seu Jorge e Vanessa da Mata. Aí, sim, será O festival!

sábado, 13 de setembro de 2014

Só menos um texto de amor

Achei que eu não viveria um amor. Achei que os homens bons não existiam. Achei que oportunidades só apareciam para sortudos. Ou mesmo para bonitos. Achei que tudo dava errado para mim. Achei tantas coisas que hoje me recuso á listar. Mas eu sinceramente achei, durante anos, que as coisas não aconteciam pra mim nesse aspecto amoroso. Durante esses mesmos anos, fiquei estática várias vezes á fitar o horizonte pensando sobre isso, me amaldiçoando - até eu internalizar a maldição.

Tempos depois, me senti amaldiçoada ao sentir o que eu achei que nunca sentiria. Senti amor. Senti toda a dor.

Um amor ridículo, como todos. Um amor que começou a partir de muito preconceito e ódio, talvez. Um amor que se manifestou com um doce, como um. Um amor esquisito. Um amor mais pra iô-iô do que sentimento. Um sentimento frustrante. Uma frustração constante. Uma constante violenta que levou um tempo até ficar constante. Foi como as fases de mudança de estado físico da água do sólido pro líquido pro gasoso. Depois gasoso. Depois intenso.

Passei por tantas cenas, tantas partes, tantos desastres com esse amor que nasce, cresce e (felizmente), morre. É... Vi que os nossos sonhos se realizam, em parte. A outra parte é ação de nossa parte e quando não sabemos agir, ficamos só por assistir o sonho mesmo. E assistir nem sempre é o tão esperado, o tão desejado.

Falando em sonhos, sonhei dormindo. Sonhei várias e várias vezes. Enchi o pulmão de ar e, consequentemente, meus olhos encheram de lágrimas. Aprendi que nunca deveria fazer tantas expectativas de uma coisa ou de alguém. Por mais que eu sentisse, pressentisse que aconteceria algo, aprendi a bloquear esses pensamentos, sentimentos e pressentimentos. Isso quebra a corrente. Isso bloqueia os acontecimentos.

E o pior: isso é coisa de gente apaixonada. Não se deixe levar. Só se deixe levar.

Passei, também, muito tempo tentando esquecer. Sair da lama, da fossa, do poço, do que quiser que fosse. E ainda tento. É difícil, é chato, é complicado... É ruim. Mas percebi que nada é tão ruim quando tomamos consciência do tal. As coisas se tornam mais cabíveis e, quanto mais cabíveis, mais aceitáveis. Quanto menos amor gastamos á toa, mais amor tempos pra dar. E aí, teremos alguém digno do nosso amor de verdade.

E essa lei vale para tudo! Ou, pelo menos, quase... Mas, por enquanto, eu não quero dar amor de flor-da-pele. Quero dar amor para os meus amigos, para a minha família e para as pessoas em geral. Essas coisas de paixão a gente deixa pra quando não tiver com o quê se preocupar.

Depois de passar muito tempo brigando com o tempo, hoje digo que o tempo é o melhor remédio. Mas a prática de hábitos saudáveis também é uma boa, como dizer "EU ARRASO!" todos os dias, tentar sempre sorrir, ser educado/a com as pessoas, etc. Porque, ás vezes, o melhor é o que tanto negamos. Tanto dizemos que não sentimos, que não queremos, que não podemos, que não devemos. Não, não e não. Aí pagamos as consequências disso: depois de muito negar até que as portas se fechem e que nós realmente não possamos mais olhar pra trás, é melhor aceitar que as portas estão fechadas por nossa própria causa e o melhor é encontrar outra porta e fazê-la abrir. Afinal de contas, depois de virar as costas, o que nos resta é caminhar para frente, seguir e viver.

Por isso, eu digo que esse só é menos um texto de amor. Porque hoje eu já não vivo para os outros. Hoje eu já não me baseio nos possíveis acontecimentos emocionais. Hoje eu me vejo outra poque hoje eu sou outra. Não mais dura, um pouco mais madura. E, também, um pouco mais brincalhona. Isso porque descobri que livre de certos pesos, ser você mesmo se torna mais leve.


Dica de CD

Mais uma vez falando sobre álbuns e Gabriel, o Pensador, venho mostrar um dos 4 cds que eu sou apaixonada por: o Cavaleiro Andante.


Um álbum muito bom com, como sempre, muitas críticas ao que vivíamos tempos atrás. Críticas que se enquadram até os dias de hoje.

Composto por 11 faixas:

  1. Cavaleiro Andante
  2. Deixa Rolar
  3. Bossa 9
  4. Tudo Na Mente
  5. Palavras Repetidas
  6. Sorria
  7. 12 Meses Por Ano
  8. Sem Neurose
  9. Tempestade
  10. Rap Do Feio
  11. Tás A Ver
Eu recomendo que escutem. Vai servir para a formação da capacitação mental de cada um e para fazer trabalhos também!

#Ficaadica

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Feira de Livros no Shopping Piedade e meu novo xodó

Eu moro pertinho de tudo em Salvador e estudo no centro da mesma. Então, sempre passo pelo Shopping Piedade para recarregar o cartão de passagem. Numa dessas minhas idas acompanhada do meu fiel amigo Bruno, ele me conta que "vamos passar pela feira de livros!". Fiquei estérica quando ele disse "livros". Foi como se ele tivesse dito alguma coisa mágica que me fez, como diziam os unicórnios (usuários do tumblr), vomitar arco-íris \o/

Então descemos as escadas e fomos dar uma olhadinha nos livros. Alguns baratos, alguns caros, alguns com cara de bons, outros nem tanto (se bem que não devemos julgar um livro pela capa ou pelo título)... Enfim, uma série de livros.

Mas, assim que eu botei os pés dentro daquele cercado eu vi tesouros: livros da Agatha Christie (minha escritora de mistérios favorita). Eu logo quis comprar: me apaixonei automaticamente pelos dois - sem nem saber dos títulos, imagina, hihi! E comprei mesmo! I mean... Ele, Bruno, comprou pra mim (com meu dinheiro, mas comprou, hehehe).


Ele tem 95 folhas, é dois em um (Conto e Textos Extras) e foi super barato: R$ 5,00. Pretendo comprar o outro e fazer uma resenha aqui. Mas, enquanto isso, aconselho você, soteropolitano, á passar no Shopping Piedade e pegar um livro. Lembrando que eu recomendo muito os livros de Agatha (porque ela é ótima!).

#Ficaadica

domingo, 7 de setembro de 2014

Babosa nos meus 4 meses de BC \o/

Como eu já venho retratando aqui, em fevereiro eu decidi que aquela seria a minha última química (a mais recente que havia feito). Ou seja, não utilizaria mais alguma, adotaria o estilo natural e, pois, adotei! Como também já disse, o período que passamos sem química no cabelo até ele ficar natural de fato chama-se transição Capilar e eu estou passando por ela.

Sentindo-me muito orgulhosa, dia 4 de Setembro eu fiz 4 meses de Big Chop que, como eu também já citei várias vezes, é o que as gringas chamam de "grande corte" pra tirar toda a parte de química do cabelo e deixá-lo crescer mais á vontade. É claro que nem todas as mulheres têm coragem de fazer isso. Eu, na minha família, no meu bairro, no meu ciclo de convivência e aos arredores, fui a primeira. Depois, passei a ver até no meu colégio pessoas que eu conheço (mas que não falam comigo - pelo menos não mais) com o cabelo cortado do tamanho do meu. Fico feliz: inspiro as pessoas :)

Para comemorar meus 4 meses de creme de cabelo, hidratação, frutas e muitos óleos, uso a babosa que a minha tia me deu: duas folhas (enormes pro meu blaquinho, haha), mas é claro que eu só usei metade de uma. Eu misturei numa hidratação de profissa que eu tenho (Ice Gloss) e ficou muuuuuuuuuito legal! <3

(Novamente com essa mania dos parênteses, abro um para o Ice Gloss: é uma hidratação profissional (que eu só tenho acesso pois há anos atrás minha tia cabelereira me deu um pouco dessa hidratação e eu vi lá no salão e perguntei quanto era, mas ela me deu for free). Ela é de menta e arde - sim, arde! Quando você passa no cabelo, ela arde seu couro cabeludo como se fosse um Halls Extra Forte. Mas não é agressivo, pelo contrário: ela é ótima. É refrescante, essa é a palavra. E seu cabelo tem um bom crescimento, fica brilhante, hidratado e tudo mais. Ela, portanto, é cara!)

O procedimento (e as minhas misturas)


Á princípio, eu tenho que dizer que eu não sabia se eu tirava aquela parte transparente ou só o líquido que aquela parte produzia, mas se tu é inexperiente como eu, siga o conselho da minha tia: usa a parte transparente. Pega um garfo e amassa (a famosa expressão baiana "bate com o garfo") e mistura com a hidratação. Aplica-se como de costume: depois do shampoo.

Porém (eu sempre com as minhas conjunções...), essa foi a minha primeira vez e eu sou viciada em óleos. Como previsto, eu coloquei umas gotas de óleo de argan, de óleo de rícino e de óleo de cozinha (melhor que colocar ovo, eu acho...). Aí misturei com a babosa batida (que libera um líquido - gosma) com esses óleos e com a hidratação. 

Resultado da mistura: ficou com aspecto coalhado, mas eu não quis misturar com condicionador, então apliquei no cabelo do jeito que estava. Resultado da aplicação: ficou como se eu tivesse colocado hidratação pura no cabelo, não teve nada demais. Depois que tirei, apliquei o creme como de costume (mangueei não fazendo o método LOC, mas precisava ser rápida - tinha de dar uma saída, - então me lembrei de algo: o óleo eu já tinha colocado no meu creme de pentear. Não sei se já mencionei aqui, mas meu creme é bom, mas deixa meu cabelo um pouco seco rápido, então eu o "diluo" pondo um pouco de água e algumas gotas de óleo para que umidificasse melhor - e funcionou). Outro resultado (o final): meu cabelo ficou lindo! Cachos bem definidos, brilhantes, refrescados e hidratados. Prontos para crescer novamente. Comemorando seus 4 meses de Grande Corte e seus 7 meses sem química.



Eu recomendo a babosa. Não conheço ninguém que não tenha gostado de babosa - mas não tem motivos para tal. É o que dizem: os melhores produtos são os naturais.

#Ficaadica